Filhote de peixe-boi-da-Amazônia resgatada no Marajó morre durante reabilitação em Belém; espécie é ameaçada de extinção

Foto: Agência Belém

O filhote de peixe-boi resgatado por um pescador em um vilarejo no arquipélago do Marajó, no Pará, e que passava por reabilitação no jardim zoobotânico de Belém não resistiu e morreu na sexta-feira (4).

O peixe-boi-da-Amazônia é considerado ameaçado de extinção, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belém (Semma), por causa da poluição, de capturas acidentais em rede de pesca e também por sofrer com perda de seu habitat.

Com cerca de um mês de idade, após ser resgatada no Marajó, a fêmea recebeu o nome de Moana Joroquinha. Ela chegou ao local de tratamento debilitado e com estado de saúde considerado crítico.

A suspeita é que o animal estivesse à deriva e sem a mãe há bastante tempo por estar muito debilitado e desidratado. Também havia marcas pelo corpo.

Desde o dia 16 de fevereiro, uma equipe de veterinários e biólogos do Jardim Zoobotânico da Amazônia – Bosque Rodrigues Alves – se revezavam em dois turnos para tratar o animal. Durante 20 dias ela recebia soro, medicação e alimentação com suplementos.

Mesmo assim, o animal não resistiu, A equipe vai investigar a causa da morte, segundo Alexandre Mesquita, diretor do Departamento de Gestão de Áreas Especiais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belém.

“A gente ainda não sabe ao certo o que a levou a óbito. Só vamos conseguir saber, de fato, se ela tinha alguma coisa ou doença, após o laudo da necrópsia. Uma coisa é certa: a equipe trabalhou arduamente para tentar recuperar o animal”, disse.

Ela estava em um tanque especial para ser tratada até poder ser devolvida à natureza. Não havia visitação pública ao animal durante o tratamento.

Peixe-boi-da- Amazônia

Uma das características que diferencia o peixe-boi-da-amazônia de outros é a ausência de unhas nas nadadeirs peitorais. Ele é encontrado em rios da Bacia Amazônica.

Adulto, ele pode medir aproximadamente 2,75 metros de comprimento e chegar a 420 quilos,sendo o o menor representante da ordem Sirenia, dos peixes-boi e dugongo.

O peixe-boi-da-amazônia é considerado um “fertilizador” de rios e sua extinção apresenta risco também aos rios.

Por g1 Pará