Banco Central anuncia que o Pix poderá ser feito sem internet e pagará luz

A PIX poderá ser usado em débitos automáticos, para o pagamento das chamadas obrigações recorrentes, como energia elétrica, taxa de condomínio e plano de saúde, a partir do segundo trimestre do ano que vem.

A notícia faz parte do Relatório de Gestão do PIX, divulgado pelo Banco Central. “Todas as instituições que ofertam PIX poderão entrar no PIX Automático”, disse o diretor do BC, Renato Gomes, falando sobre a nova funcionalidade desse instrumento.

Outra novidade prevista no documento, ainda sem data para começar, é a realização de operações via PIX sem internet, o que é impossível atualmente. A medida tem por objetivo facilitar o pagamento de pedágios, transporte público e outros serviços.

“O Pix Automático será desenvolvido de forma bastante flexível, para atender a multiplicidade de negócios em suas diferentes necessidades (…), estimulando a competição”, diz o relatório. Pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs) terão um limite padrão de R$ 1 mil para transações que ocorram das 20h às 6h.

Essa medida vale para Pix, mas também para TEDs, transferências entre contas do mesmo banco e cartões de débito. Se desejar, o cliente pode aumentar esse limite. Bancos e outras instituições financeiras terão prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para efetivar pedido de aumento do limite de transações feito por canal digital.

Até então, o prazo para aumento de limite do Pix variava entre uma hora e o dia útil seguinte. Os clientes poderão estabelecer limites diferentes, por transação, para os períodos diurno e noturno. As instituições financeiras poderão reter transações para análise de risco por 30 minutos, durante o dia, ou 60 minutos, durante a noite

Foto: Marcelo Casal – Agência Brasil