O preço do litro do açaí médio atingiu R$ 40 em diversos pontos de venda de Belém na primeira quinzena de março, impulsionado pelo inverno amazônico que dificulta a colheita nas áreas de várzea e reduz a oferta do fruto nativo. O período de chuvas intensas alaga os locais de cultivo, elevando o valor do paneiro, que já chegou a R$ 500 em portos como o da feira da Conceição, no Jurunas, afetando tanto pequenos batedores quanto grandes redes gastronômicas.
Além do fator climático, a presença de atravessadores nas feiras contribui para a manutenção dos preços elevados na capital. Com a entressafra no Pará, parte do açaí consumido em Belém vem de Macapá e da região do Marajó, e o longo tempo de viagem, que pode ultrapassar 24 horas, interfere no sabor e na conservação do alimento. A combinação desses fatores tem alterado a rotina de comerciantes e consumidores, que enfrentam a alta no produto típico da mesa paraense.
Foto: Pedro Guerreiro / Ag. Pará
