Mais de 200 empresas brasileiras transferiram parte de suas operações para o Paraguai desde 2007, impulsionadas por incentivos fiscais e custos operacionais mais baixos. Entre as companhias que aderiram ao movimento estão marcas conhecidas como Lupo e Riachuelo. O principal atrativo é a Lei de Maquila, que oferece benefícios para a importação de equipamentos e matérias-primas, além de reduzir significativamente a tributação sobre produtos destinados à exportação.
Atualmente, o capital brasileiro representa cerca de 69% das indústrias instaladas sob esse regime no país vizinho. A diferença na carga tributária, que gira em torno de 14% do PIB paraguaio contra aproximadamente 32% no Brasil, permite uma redução expressiva nos custos das empresas. O menor custo da mão de obra também contribui para a migração, embora o modelo esteja associado a regras trabalhistas menos abrangentes que as brasileiras. Com a atração de investimentos estrangeiros, o Paraguai tem registrado crescimento econômico consistente, com expansão média de 4% ao ano, acima da média observada na América Latina.
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