Diretor-geral da PF alerta para atuação de “multinacionais do crime” e cita Banco Master como exemplo

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou durante o evento Rumos 2026, promovido pelo Valor Econômico em São Paulo, que os grupos criminosos que operam no Brasil passaram a atuar com estruturas complexas e conexões internacionais, funcionando como verdadeiras “multinacionais do crime” . Segundo ele, o perfil dessas organizações vai muito além da imagem tradicional associada a criminosos armados em favelas, transitando também por ambientes aparentemente legais, como o mercado financeiro, centros de investimento e espaços de influência política e econômica.

Rodrigues citou como exemplo as investigações sobre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central e comandado pelo empresário Daniel Vorcaro, afirmando que no caso havia “uma organização criminosa identificada atuando” . “Essas organizações criminosas do colarinho branco é que tentam interferir na economia e tentam alcançar determinados segmentos”, declarou. O delegado também revelou que, em 2025, a PF apreendeu quase R$ 11 bilhões do crime organizado, sendo que “R$ 2 bilhões foram só de uma conta corrente da operação do caso Master”.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil