Aumento linear beneficia 740 mil pessoas entre ativos, reservistas e pensionistas, mas fica abaixo da demanda inicial das Forças Armadas
O Congresso Nacional concluiu nesta quarta-feira (16) a aprovação do reajuste de 9% para os militares das Forças Armadas, com o aval do Senado à Medida Provisória editada pelo governo em março. O aumento, que será implementado em duas parcelas (4,5% em 2024 e 4,5% em janeiro de 2026), terá um impacto total de R$ 8,3 bilhões nos cofres públicos até 2026 – sendo R$ 3 bilhões no próximo ano e R$ 5,3 bilhões em 2026. A medida beneficia 740 mil pessoas, incluindo ativos, reservistas e pensionistas, elevando o soldo básico de R$ 1.078 para R$ 1.177 nos postos mais baixos e de R$ 13.471 para R$ 14.711 nas patentes superiores.
Apesar da aprovação, o reajuste ficou aquém das expectativas das Forças Armadas, que chegaram a pleitear 18% de aumento. O relator da MP, deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ), admitiu que o governo demonstrou “boa vontade” mas alegou restrições orçamentárias para atender à demanda integral. “Tentei várias hipóteses, reajustes mais escalonados, mas não dá”, afirmou o parlamentar, que destacou em seu relatório a insatisfação com o percentual, mas reconheceu a impossibilidade de alterá-lo. O governo justificou o aumento como forma de compensar a defasagem salarial acumulada e alinhar-se aos reajustes concedidos a outras categorias do serviço público.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

