A Polícia Civil de São Paulo apura o uso de metanol no processo de higienização de garrafas de bebidas como principal linha de investigação dos recentes casos de intoxicação pela substância no estado. De acordo com apurações da polícia, fábricas clandestinas estariam utilizando metanol — ou etanol adulterado com metanol — para desinfetar garrafas vazias, possivelmente falsificadas, antes do envasamento.
As investigações, que rastrearam a rota das bebidas consumidas pelas vítimas desde bares até distribuidoras e fábricas irregulares, motivaram a criação de uma força-tarefa do Instituto de Criminalística para analisar mais de 250 garrafas apreendidas entre mais de mil recolhidas pela polícia e Vigilância Sanitária. O metanol, álcool industrial utilizado em solventes, não é comercializado no Brasil e tem causado intoxicações e mortes quando misturado a bebidas adulteradas.
Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo
