Sabe aquelas eleições onde cada partido lança um monte de candidatos a deputados? E você se questiona; mas esse aí não se elege de jeito nenhum!?
É que a junção dos votos desses vários candidatos pode as vezes eleger quem não teve voto nem pra se eleger síndico de prédio.
Pois bem, isso está com os dias contados.
É que depois de muita negociação entre políticos, presidentes de partidos e líderes do Congresso, a Câmara dos Deputados colocará em votação essa semana o chamado distritão.
E se passar – e as fontes do bacana dizem que passará, inclusive já teria sido negociado no Senado -, todo o jogo político das próximas eleições muda.
Se passar, por exemplo, só vira deputado federal no Pará os 17 candidatos mais votados.
Então sendo assim os partidos só vão lançar aqueles que realmente tem chance de estar entre os 17 mais votados, nada mais de lançar um monte de candidatos para tentar eleger não apenas alguns mais votados, mas também mais alguns que contariam com a soma dos votos de todos os candidatos que não foram eleitos. Deixando assim, por exemplo, candidatos que teriam voto pra se eleger mas não se elegem pois estão em chapas menores, acabam não eleitos em detrimento de um outro candidato que juntou os votos dele e de um monte de outros para se eleger.
Agora será: tem voto, se elege. É como se deputado se tornasse também majoritário, como o senador que só se elege com os votos que ele tem.
O Partido terá de analisar quem realmente tem votos ali, e investir o fundo partidário apenas nesses, lançar como candidatos apenas esses.
Isso significa uma mudança radical pois hoje em dia um partido lança um monte de candidatos que sabe que nem vão conseguir se eleger, mas faz isso pra no final das eleições torcer que vários candidatos com as votações que tiveram, ajudem a eleger um. É uma estratégia largamente usada no país.
Que com o distritão, deixa de funcionar.
O fundo partidário também fica dividido com um monte de candidatos de um partido tentando juntar votos para eleger um só, agora o fundo partidário será todo jogado nos que o partido acham que tem voto.
A Wikipedia explica bem o que é Distritão: Distritão, ou Voto Único Intransferível, do inglês Single Non-Transferable Vote (SNTV), é um sistema de votação eleitoral em que os candidatos mais votados são os eleitos. … Assim, com o distritão, seria extinto o quociente eleitoral – ou modelo proporcional – e os candidatos mais votados ocupariam as cadeiras.
Será a briga dos grandes.
Como primeira baixa, o corte do nome de um monte de gente que “acha” que pode se eleger, ficando na lista de candidatos apenas aqueles que realmente tem chance real – e os partidos vão ter de ter muita pesquisa pra saber quem são os nomes com chances.
E no Pará, se o distritão for aprovado no Congresso, muito político que só se elege com a soma dos votos dos demais candidatos de seu partido, dançará.
Foto: divulgação

