Grupo do Núcleo 4 responde por crimes que somam mais de 30 anos de prisão por atuação na campanha contra as urnas eletrônicas
O ministro Alexandre de Moraes definiu para 24 de julho o interrogatório dos sete réus do chamado Núcleo 4 do processo sobre os ataques golpistas de 2023. Segundo a PGR, o grupo – composto por militares da reserva e um policial federal – coordenou estratégias de desinformação contra o sistema eleitoral, incluindo falsas alegações sobre as urnas eletrônicas. Eles respondem por cinco crimes, como organização criminosa e tentativa de golpe, com penas que podem ultrapassar três décadas de prisão.
As audiências seguem em ritmo acelerado no STF: enquanto os interrogatórios do Núcleo 4 ocorrerão na próxima semana, os depoimentos das testemunhas de defesa dos Núcleos 2 e 3 continuam até 23 de julho. Após essa fase, os cinco ministros da Primeira Turma – incluindo Moraes, Zanin e Dino – deverão analisar o caso. O julgamento pode definir novos parâmetros para o combate a campanhas de desestabilização democrática no país.
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

