A proibição da presença de animais domésticos, como cães e gatos, na maioria das praias brasileiras é uma medida regulamentada por leis municipais. O principal objetivo é a proteção à saúde pública, já que as fezes dos animais na areia podem conter parasitas e bactérias nocivas aos seres humanos, como a Toxocara canis (causadora do bicho-geográfico) e a Leptospira (transmissora da leptospirose). O risco é especialmente alto para crianças, que costumam brincar na areia.
Além do fator sanitário, a restrição visa a preservação do ecossistema local. A presença de animais pode perturbar a fauna nativa, como aves migratórias e espécies que fazem ninhos na areia, além de causar estresse à vida marinha. A regra, no entanto, não é absoluta: algumas cidades possuem trechos específicos e horários delimitados onde os pets são permitidos, desde que estejam sempre com coleira, guia e os donos recolham os dejetos.
Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR
