O porteiro Rodnei Ferraz, de aproximadamente 20 anos de atuação na função, registrou boletim de ocorrência após ter sido vítima de ofensas racistas dentro do Colégio Objetivo Barão Geraldo, em Campinas (SP), onde trabalhava havia poucos meses. Segundo o relato, ele foi chamado por alunos de “negro sujo”, “macaco” e “sub-raça” depois de repreendê-los por comportamento inadequado nas dependências da instituição. Dias após procurar a direção da escola para relatar o ocorrido, Rodnei foi desligado da função sem justificativa clara.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Trabalho, que apura não apenas as ofensas, mas também uma possível retaliação após a denúncia. Em nota, o Colégio Objetivo declarou repudiar qualquer ato discriminatório e afirmou que a demissão não teria relação com a queixa. A escola informou que apurou internamente a acusação do funcionário e que os alunos negaram a prática de qualquer ato racista. Rodnei, no entanto, contesta a versão da instituição e cobra justiça.
Foto: Reprodução/EPTV
