Espécie ‘Olho-de-Coruja’ foi trazida de São Paulo para repovoar borboletário no Pará e auxiliar na preservação genética
O Parque Zoobotânico Mangal das Garças, em Belém, celebrou o retorno da borboleta Olho-de-Coruja (Caligo illioneus) ao seu borboletário José Márcio Ayres após dois anos sem registros da espécie no local. As primeiras 12 borboletas – nascidas de 150 larvas, 50 ovos e 25 pupas doadas pelo Museu Catavento de São Paulo – já foram liberadas no viveiro e estão sob monitoramento. O biólogo Basílio Guerreiro, que transportou pessoalmente os espécimes em maio, destacou a importância da rede nacional de borboletários: “Trocamos experiências e eles prontamente atenderam nosso pedido. A reintrodução é vital para a variabilidade genética”, explicou. A espécie, reconhecida pelas manchas que imitam olhos de coruja (mecanismo de defesa contra predadores), tem ciclo de vida mais longo que outras borboletas do parque e hábitos alimentares vespertinos.
A ausência da Caligo illioneus em coletas recentes na região metropolitana de Belém acendeu um alerta sobre os impactos das mudanças climáticas e do desmatamento na biodiversidade local. “É preocupante para o equilíbrio das florestas”, admitiu Guerreiro. O Mangal das Garças, que já desenvolve projetos de reprodução de guarás e marrecas, agora inclui a borboleta em seus programas de educação ambiental, pesquisa e banco genético, com planos futuros de reintrodução em habitats naturais. Visitantes podem observar a espécie – junto com outras como a Borboleta-monarca e a Júlia – nos espaços monitorados do parque, que funcionam de terça a domingo (8h-18h) com ingressos a R$ 9 (inteira). A programação diária inclui atividades como alimentação de iguanas, tartarugas e garças, além do passeio com corujas no final da tarde.
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