Estimativa para o PIB permanece em 2,23% este ano, enquanto Selic deve se manter em 15% ao ano
O mercado financeiro revisou para baixo, pela décima semana consecutiva, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025, que passou de 5,09% para 5,07%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central (BC). Apesar da queda gradual, a estimativa ainda supera o teto da meta de inflação, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, a projeção recuou de 4,44% para 4,43%, aproximando-se do centro da meta (3%). O BC mantém a taxa Selic em 15% ao ano após sete altas consecutivas, buscando conter a inflação, que acumula seis meses acima do limite – cenário que exige justificativas formais do presidente do BC ao Ministério da Fazenda.
Enquanto isso, a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 permanece em 2,23%, refletindo um cenário de desaceleração econômica após o avanço de 3,4% em 2024. Para os próximos anos, as projeções são modestas: 1,88% em 2026, 1,95% em 2027 e 2% em 2028. O dólar deve fechar 2025 cotado a R$ 5,60, com leve alta para R$ 5,70 no fim de 2026. O BC sinalizou cautela, mantendo os juros estáveis por ora, mas não descartou novas altas da Selic se a inflação persistir acima da meta, especialmente diante de incertezas globais, como a política comercial dos EUA. A pressão sobre preços segue um desafio, mesmo com a recente desaceleração do IPCA em junho (0,24%), influenciada pela primeira queda nos alimentos após nove meses de alta.
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

