O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) após a Polícia Federal (PF) identificar um esquema de pagamento de propina em contratos da pandemia de Covid-19. As investigações, batizadas de Operação Fames-19, revelaram que os desvios de recursos públicos eram chamados de “benção” entre os envolvidos, que incluíam a primeira-dama, Karynne Sotero Campos, o ex-marido dela, Paulo César Lustosa, e dez deputados estaduais.
De acordo com a PF, as propinas eram pagas em dinheiro vivo para evitar o rastreamento pelas autoridades financeiras. Mensagens apreendidas mostram que os investigados utilizavam a prática de “smurfing” – fracionamento de saques em valores abaixo de cinquenta mil reais – para burlar a comunicação ao Coaf. Em uma das conversas, os irmãos Lustosa combinam o recebimento do valor e se referem a ele explicitamente como uma “bênção”, demonstrando a naturalidade com que operavam o esquema ilícito.
Foto: Facebook Wanderlei Barbosa
