Haddad mantém meta fiscal e busca diálogo após derrubada do IOF

Ministro nega mudanças no ajuste das contas públicas e aguarda retorno de Motta para entender revés no Congresso

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou nesta terça-feira (1°) o compromisso do governo com a meta fiscal de 2025, mesmo após a derrubada pelo Congresso do aumento do IOF que arrecadaria R$ 8,3 bilhões. Em entrevista coletiva, Haddad comparou a situação a desafios superados em 2023, quando o governo cumpriu suas metas mesmo com perdas de R$ 18 bilhões com a prorrogação do Perse. Sobre a mudança de posição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ministro evitou o termo “traição” e afirmou manter o diálogo: “Aguardamos seu retorno ao telefonema que fizemos”, disse, destacando a relação de respeito com o Legislativo.

O governo prepara nova proposta de ajuste fiscal para após o recesso parlamentar, que preservará setores com proteção constitucional como Simples Nacional e cesta básica. Questionado sobre o ano eleitoral de 2026, Haddad foi enfático: “Não somos o governo Bolsonaro, a quem tudo foi permitido para ganhar eleição”. O ministro reforçou o compromisso de Lula com a responsabilidade fiscal, lembrando que o país “não precisa mais de descontrole nas contas públicas”. A equipe econômica estuda agora formatos alternativos para o ajuste, que inicialmente seria via PEC, mas poderá seguir outro caminho legislativo após demandas dos líderes partidários.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil