O fóssil, descoberto em Alto Garças e excepcionalmente preservado, pertence ao grupo dos actinopterígios (nadadeiras raiadas), media cerca de 15 cm e tinha escamas de dentina e esmalte, sendo considerado o mais bem preservado do Permiano no estado e um achado raro em escala mundial, que viveu em um sistema aquático continental do supercontinente Gondwana antes da extinção Permo-Triássica (252 milhões de anos), a maior da história. A pesquisadora Valéria Gallo, da Uerj, destacou que o exemplar pode ajudar a reconhecer a espécie em outras áreas da Bacia do Paraná e estabelecer correlações geológicas, enquanto o fóssil foi coletado em 2005 pelo geólogo Léo Adriano de Oliveira e depositado na Coleção Paleontológica da UFMT, a apenas 50 km da cratera de Araguainha.
Foto: Journal of South American Earth

