II Jornada de Boas Práticas de Equidade Racial do TCE-PA debate o combate ao racismo institucional e ganha novas adesões

Quatro novas entidades aderiram ao Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial, iniciativa do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) para combater o racismo nas instituições públicas e privadas no Pará. A adesão ocorreu durante a II Jornada de Boas Práticas de Equidade Racial, realizada pelo Tribunal nesta quarta-feira, 26, na Escola Judicial do Poder Judiciário do Estado do Pará.

Com as novas adesões, o Pacto contabiliza agora 65 instituições participantes, fortalecendo o intercâmbio de práticas e a consolidação de políticas públicas no combate do racismo institucional no Pará.

O Pacto Interinstitucional, coordenado pela Escola de Contas Alberto Veloso (ECAV), estendeu o alcance com a assinatura dos novos signatários, que passaram a integrar a rede de entidades engajadas na causa: a Secretaria de Estado de Articulação de Cidadania, representada pela secretária Maria de Nazaré Silva Braga; a Controladoria-Geral do Estado do Pará, representada por Ana Paula Pantoja; o Conselho Regional de Enfermagem do Pará (Coren-PA), presidido por Antônio Marcos Freire Gomes; e a Cáritas Brasileira Regional Norte II, coordenada pela secretária executiva, Keila Souza Marães Giffoni.

Com o tema “Raça, Gênero e Justiça Social: caminhos para o enfrentamento das desigualdades estruturais”, o evento promovido pelo TCE-PA reuniu especialistas e instituições parceiras com o propósito de trocar experiências e reafirmar uma atuação conjunta em favor da inclusão e da justiça social.

Compromisso – Uma das palestrantes do evento, a escritora, filósofa e ativista Djamila Ribeiro, fundadora do Espaço Feminismos Plurais, ministrou a palestra “Lugar de Fala”, abordando questões sobre equidade racial, gênero e representatividade.

Djamila citou que eventos com esse objetivo mostram o compromisso das instituições em trabalhar temáticas fundamentais para o combate ao racismo. “Oferecer esse tipo de repertório intelectual para as pessoas que comparecem a essa jornada, para os trabalhadores, para os colaboradores, é fundamental, porque amplia e enriquece a própria atuação desses colaboradores e quem ganha é o próprio Estado do Pará”, destacou.

Integração- Criado pelo próprio TCE-PA o Pacto promove a integração institucional e compartilha com a sociedade civil os avanços, os desafios e os resultados dos compromissos firmados no enfrentamento ao racismo estrutural.

Para o Corregedor do TCE-PA e Conselheiro, Odilon Teixeira, o tema é uma reflexão, diante de um compromisso institucional e social.

“A realização desta segunda edição demonstra que o debate iniciado com a primeira jornada não se encerra em um evento. Ao contrário, ele se transforma em uma agenda permanente de aprendizado, de cooperação e sobretudo de ação”, disse.

Palestra Magna – A Ministra Substituta do Tribunal Superior Eleitoral, Vera Lúcia Santana Araújo, destacou as ações das instituições na promoção da equidade.

“O questionamento das instituições sobre o que estão fazendo para promover a equidade racial e social deve ser considerado, visto que muitas vezes o lugar das mulheres negras continua sendo majoritariamente o de afazeres domésticos e não de protagonistas”, ressaltou.

Na avaliação do presidente do Coren-PA, Antônio Marcos Freire Gomes, a adesão ao Pacto vai ao encontro da realidade da categoria dos enfermeiros no Pará. “O Conselho Regional representa no estado mais de 120 mil trabalhadores, sendo 85% desse quadro são mulheres e grande parte são negras. A ideia é dar visibilidade às experiências dos enfermeiros no exercício de suas funções”, afirmou.

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