Antônio Hermínio de Moraes, herdeiro e construtor do império Votorantim, respondeu à recusa de fornecimento de energia por uma multinacional canadense, na década de 1950, construindo sete usinas hidrelétricas próprias para abastecer suas fábricas. O industrial, que começou a carreira trabalhando de graça no chão de fábrica e andava de carro popular, também recusou uma oferta de R$ 1 bilhão por parte de seu sócio, no fim dos anos 1990, para não perder o controle acionário do grupo.
Sua filosofia de gestão, moldada após um acidente grave e uma dívida descoberta na recuperação, era baseada em crescimento com capital próprio, utilizando no máximo 30% de financiamento externo. Essa cautela permitiu que o grupo sobrevivesse à hiperinflação, enquanto ele expandia os negócios para o setor financeiro, fundando o Banco Votorantim. Apesar de enfrentar revésse como a perda da Vale do Rio Doce em uma disputada privatização, Moraes consolidou um dos maiores conglomerados industriais da América Latina com um pragmatismo que evitava dívidas e dependência externa, legado que permanece após sua morte em 2016.
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