O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) manteve, por unanimidade, a condenação do cantor de tecnobrega Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, a mais de 30 anos de reclusão em regime fechado por abuso sexual contra vulneráveis. Os crimes foram praticados contra duas irmãs durante a infância das vítimas, em Belém, entre 2007 e 2011, de forma reiterada, em locais como a residência da família e um veículo, com uso de confiança, autoridade e manipulação psicológica. O caso chegou ao Judiciário quando as vítimas já eram adultas. A desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias, relatora do processo, rejeitou os argumentos da defesa e foi acompanhada pelos demais desembargadores.
Bruno Mafra, que se autodenomina em redes sociais como “músico e psicólogo. Filho do altíssimo”, está morando em Portugal, o que pode exigir procedimento de extradição ou atuação da Interpol para o cumprimento da pena. Irmão do jornalista David Mafra, o cantor foi candidato a deputado estadual pelo PSD em 2014. A decisão do TJPA representa um desfecho importante para o caso, que aguardava justiça há mais de uma década, e reforça a importância da escuta qualificada de vítimas de abuso sexual, especialmente em contextos de vulnerabilidade.
Com informações do Portal Uruá-Tapera
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