Nordeste e Sul lideram alta salarial, enquanto Centro-Oeste registra queda; desemprego feminino no campo atinge menor nível em nove anos
O rendimento médio mensal dos trabalhadores rurais no Brasil aumentou 5,5% no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior, passando de R$ 2.022 para R$ 2.133, segundo dados do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar, divulgado pela Contag e Dieese. O crescimento, no entanto, foi desigual entre as regiões: o Norte liderou com alta de 21%, seguido pelo Sul (9,7%) e Nordeste (7,5%), enquanto o Centro-Oeste registrou queda de 7,9% – mesmo mantendo o maior salário médio (R$ 3.492**). A pesquisa abrange empregados em agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, reforçando a necessidade de políticas públicas direcionadas, conforme destacou a presidente da Contag, Vânia Marques Pinto.
Além do aumento salarial, o estudo apontou redução do desemprego feminino no campo pelo terceiro ano consecutivo, atingindo 7,6% em 2024 – o menor patamar desde 2015. O avanço na qualificação das mulheres rurais foi um fator determinante: o percentual daquelas com Ensino Superior triplicou (de 2% para 6%), e as que concluíram o Ensino Médio subiram de 14% para 25% entre 2012 e 2024. Paralelamente, diminuiu a proporção de mulheres sem instrução (14% para 10%), indicando melhoria na inclusão produtiva. A Contag reforça a importância de políticas que fortaleçam a equidade de gênero e a valorização do trabalho rural.
Foto: Arquivo/Agência Brasil

