Raiza da Silva de Andrade, grávida de gêmeos, teve a surpresa de que um dos bebês nasceu ainda empelicado. Isso acontece quando a bolsa amniótica, que protege o bebê durante a gravidez, não se rompe durante o trabalho de parto.
O nascimento de um bebê empelicado é considerado raro no mundo da obstetrícia, já que o mais comum de acontecer é o rompimento do saco gestacional, quando o bebê está prestes a nascer.
A cena surpreendeu toda a equipe de médicos do Hospital Público Geral Castelo de Sonhos João Trevisan Sobrinho, localizado na região de Altamira, área de integração do Xingu. Emocionada e tentando entender tudo o que aconteceu, Raiza, no momento, só consegue agradecer.
“Pra mim, foi um parto muito bom, né? Doutora Katrine, uma excelente médica. Fui bem atendida, meus filhos estão com saúde. Só posso agradecer ao hospital por todo o cuidado”. Conforme especialistas, o bebê empelicado costuma ocorrer com maior frequência em cesarianas, pois há a chance de a bolsa se romper quando o bebê é expelido pela vagina.
Porém, esse fenômeno também pode ocorrer em partos normais, especialmente em casos de bebês prematuros, em que a criança é menor. Outras condições são os partos gemelares com bebês prematuros, partos gemelares com cada bebê dentro da sua bolsa e cesarianas de bebês muito prematuros com incisão vertical e ampla no corpo do útero.
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