Provas da Odebrecht contra Richa, Okamotto e mais 6 são anuladas pelo ministro Dias Toffoli

Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), segue atendendo a pedidos de delatados pela Odebrecht para anular provas apresentadas pela empreiteira em seu acordo de leniência, sobretudo conteúdos dos sistemas que geriam seu “departamento de propinas”.

Só na sexta-feira, 30, Toffoli assinou mais oito despachos considerando como imprestáveis juridicamente as provas da Odebrecht. Nos primeiros três dias da semana, o ministro já havia dado treze decisões semelhantes.

A soma agora é de 21 despachos só nesta semana anulando as provas dos sistemas Drousys e MyWebDay B, operados pela empresa. O entendimento de Toffoli em todas as decisões tem sido o de estender a esses pedidos a mesma decisão do ex-ministro Ricardo Lewandowski, que havia beneficiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao considerar nulos contra ele os conteúdos apresentados no acordo da Odebrecht. 

Lewandowski também havido declarado a imprestabilidade das provas da empreiteira em processos contra o vice-presidente, Geraldo Alckmin, o empresário Walter Faria e o ex-presidente da Fiesp Paulo Skaf, entre outros. Na nova leva de beneficiados por Dias Toffoli estão o ex-governador do Paraná Beto Richa, atual deputado federal pelo PSDB.

O irmão do tucano, Pepe Richa, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e o diretor do Instituto Lula Paulo Okamotto, além de outros quatro delatados pela Odebrecht. Com as canetadas de Toffoli, Beto Richa se livrou das provas da empreiteira em um processo da Justiça Eleitoral do Paraná. 

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF