Nesta segunda-feira, 11, o dólar rondava a estabilidade que deve contar com baixa liquidez às vésperas do feriado de Nossa Senhora Aparecida, continuando acima dos 5,50 reais à medida que os investidores ficavam de olho nos próximos passos de política monetária do Federal Reserve e nos temores globais de inflação. Às 10h55, o dólar avançava 0,03%, a 5,5172 reais na venda, enquanto o dólar futuro negociado na B3 (SA:B3SA3) tinha alta de 0,09%, a 5,535 reais.
Acumulando alta de 3,4% nas últimas três semanas, o dólar continua em patamares elevados, refletindo, entre outros fatores, a alta dos rendimentos dos títulos norte-americanos, disse à Reuters Luca Maia, estrategista de câmbio e juros para América Latina do BNP Paribas (PA:BNPP).
Subiu recentemente para patamares superiores a 1,6%, a taxa do Treasury de dez anos, principalmente por causa da sinalização recente do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, de que a redução das compras mensais de títulos do banco central dos EUA começará em breve, o que é visto como impulso global para o dólar. “Powell foi mais enfático de que o ‘tapering’ (redução de estímulos) pode começar neste ano, e esse comunicado começou a colocar uma pulga muito grande atrás da orelha dos mercados”, disse Maia.
Alimentando expectativas de que o Fed começará a reverter sua postura expansionista, os preços do petróleo alcançaram máximas em vários anos recentemente, desencadeando um temor global de inflação, disse Maia.
“Esse impacto inflacionário é sempre pior para mercados emergentes”, explicou, ressaltando que peso mexicano e peso chileno, dois pares importantes do real, também foram prejudicados por uma dinâmica global menos favorável nas últimas semanas”. A janela que a gente tinha para maior atratividade de ativos em emergentes vai se fechando”.
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