O comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de junho para julho, influenciado por uma “ressaca” da Copa do Mundo, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta terça-feira (15) pelo IBGE. O resultado fez o desempenho acumulado em 12 meses desacelerar para 1,6%, e a média móvel trimestral ficou em -0,1%. No acumulado de 2026, o setor avança 1,8%, e em 12 meses, 1,2%, indicando desaceleração em relação a março, quando o acumulado de 12 meses era 2,3%. O comércio está 10,6% acima do nível pré-pandemia e 1,5% abaixo do maior patamar já registrado, em março de 2026, equivalente a dezembro de 2025. Das oito atividades pesquisadas, cinco recuaram: móveis e eletrodomésticos (-4,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%), tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e hiper e supermercados (-0,2%). Segundo o analista Cristiano Santos, a queda de eletrodomésticos, papelaria e vestuário tem relação com a Copa, pois itens como TVs e álbuns de figurinha tiveram crescimento concentrado em maio, elevando a base de comparação de julho. No comércio varejista ampliado, o indicador subiu 0,4% de junho para julho e 1,2% em 12 meses. O IBGE também divulgou que o setor de serviços ficou estável no mês e subiu 2,4% em 12 meses, enquanto a indústria cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses.
Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

