Média geral ficou em 31,5% ao ano, com leve queda de 0,1 p.p., mas acumula alta de 3,6 p.p. em 12 meses
O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (28) que as taxas médias de juros no país praticamente não registraram variação em junho, ficando em 31,5% ao ano – queda de apenas 0,1 ponto percentual (p.p.) em relação a maio. No entanto, em 12 meses, os juros acumulam alta de 3,6 p.p., reflexo do ciclo de elevação da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. O spread bancário (diferença entre custo de captação e taxas cobradas) também se manteve estável, em 20,4 p.p., com incremento de 1,8 p.p. no ano.
Entre as modalidades de crédito, o cheque especial registrou a maior taxa (137,5% ao ano), com alta de 2,5 p.p. no mês, enquanto o cartão de crédito rotativo caiu 7,9 p.p., mas segue como a operação mais cara (441,4% ao ano). Já o crédito direcionado (para setores como habitação e agricultura) apresentou leve recuo, ficando em 11,8% ao ano. O estoque total de empréstimos chegou a R$ 6,685 trilhões, com crescimento de 0,5% em relação a maio, mas com desaceleração na comparação anual (10,7% em 12 meses). A inadimplência permaneceu estável em 3,6%, enquanto o endividamento das famílias subiu para 49% da renda acumulada. O BC atribui a estabilidade ao cenário de juros elevados, que busca conter a inflação, com nova decisão sobre a Selic prevista para esta semana.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
