A pesquisa do A.C. Camargo Câncer Center e Nexus, com mais de 2 mil entrevistados, revelou que o primeiro contato com o cigarro ocorre em média aos 16 anos, e que 84% dos fumantes mantêm até quatro hábitos prejudiciais à saúde, como sedentarismo e consumo excessivo de frituras e ultraprocessados, enquanto 33% da população compartilha ambientes com fumantes, elevando o risco de câncer pulmonar mesmo entre não fumantes. O estudo também mostrou que o tabagismo é maior no Sul (22%), entre pessoas com renda de até um salário mínimo (19%) e com ensino fundamental (21%), e que 63% dos fumantes classificam sua saúde como “ótima” ou “boa”, taxa similar à dos não fumantes (61%). O médico Helano Freitas alertou que a vulnerabilidade dos jovens exige atenção prioritária para evitar a dependência, enquanto os ex-fumantes com mais de 60 anos lideram a taxa de abandono (32%) e tendem a reestruturar o estilo de vida após parar de fumar.
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