O fenômeno El Niño em formação no Oceano Pacífico ganhou força e apresenta mais de 90% de probabilidade de alcançar a categoria muito forte durante a primavera e o verão de 2026-2027, segundo atualização do Centro de Previsão Climática da NOAA. As projeções indicam que o evento pode influenciar as condições de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil. Em agosto, foram registradas anomalias superiores a 3°C na superfície do mar do Pacífico Equatorial Leste. Na região Niño 3.4, a anomalia chegou a 1,8°C.
A NOAA também aponta 75% de possibilidade de o fenômeno atingir, entre outubro e dezembro, uma intensidade considerada histórica em comparação com eventos registrados desde 1950. Os efeitos, porém, não devem ser uniformes em todo o território brasileiro, já que dependem de outros fatores atmosféricos e oceânicos. O El Niño pode alterar a circulação da atmosfera e a distribuição de umidade. Entre os efeitos conhecidos estão a tendência de mais chuvas no Sul e de redução das precipitações em áreas do Norte e Nordeste.
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