A possível indicação de uma nova ministra para o Supremo Tribunal Federal reacendeu o debate sobre a baixa representatividade de gênero e raça na Corte. Em 134 anos de história, apenas três mulheres estiveram entre os 172 ministros nomeados – sendo todas brancas, o que evidencia também a ausência de mulheres negras na composição histórica do tribunal.
A primeira nomeação feminina ocorreu apenas em 2000, com Ellen Gracie, seguida por Cármen Lúcia (2006) e Rosa Weber (2011). A última vaga feminina, aberta com a aposentadoria de Weber em 2023, foi ocupada por um homem – o ministro Flávio Dino. O atual cenário gera pressão sobre o presidente Lula, que recebeu apelos de artistas como Anitta e de movimentos sociais para romper esse padrão histórico com sua próxima indicação.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
