Cada vez mais, o público feminino vem conquistando espaços na sociedade e principalmente, em ambientes de trabalho que, até então, eram predominantemente masculinizados. Com determinação, capacitação e coragem, vemos mulheres ocupando cargos importantes e, dentro do sistema penitenciário paraense, não é diferente. Através do resultado do trabalho, elas deixam para trás olhares preconceituosos e de subestimação.
Atualmente, o sistema penitenciário do estado do Pará conta com mais de 1,3 mil mulheres atuando nas mais diversas funções. Elas são gestoras, diretoras, policiais penais, assistentes administrativas, educadoras, comunicadoras, enfim, demonstrando que todas as funções responsáveis pelo bom funcionamento da SEAP contam com mulheres em suas atividades.
Rita Canto, diretora do Centro de Recuperação do Coqueiro (CRC), está no sistema prisional há 13 anos. Nesse tempo, Rita já teve oportunidade de trabalhar com educação pedagógica, diretoria administrativa até virar diretora de casa penal. Sobre a responsabilidade de gerenciar uma unidade masculina, Rita reitera que fatores como sabedoria, inteligência, perspicácia e habilidades interpessoais, prevalecem sobre a força física, “fazendo com que mulheres estejam sobre o mesmo patamar dos homens em relação a gerência de funções e capacidade”.
O Grupo de Ações Penitenciárias (GAP), voltado à realização da intervenção prisional com escolta armada, incluindo o policiamento do perímetro das unidades e complexos prisionais, conta com mulheres na equipe. Juntas, diariamente, elas trocam experiências, parceria e apoio para enfrentar a rotina de trabalho dentro de um ambiente onde a mão de obra masculina é predominante. “Nos damos muito bem juntas e estamos focadas na melhoria, tanto do agrupamento quanto com a visão em relação às mulheres. Muitas coisas mudaram, os próprios servidores têm um olhar mais feminino e nós, também, já adquirimos o respeito da tropa”, ressalta a gerente de segurança do GAP e policial penal, Munique Quaresma.
A servidora Raquel Lima coordena o setor de trabalho e produção dentro da Diretoria de Reinserção Social da SEAP há quase um ano. “A mão de obra da mulher na SEAP é de extrema importância, visto que nós unimos força e sensibilidade, trazendo uma perspectiva diferente com resultado para um trabalho mais detalhista e consistente”, destacou.
Por Seap
Foto: Seap
