Uma investigação exclusiva da Polícia Federal revelou que a facção criminosa Comando Vermelho assumiu o domínio total de garimpos ilegais dentro de terras indígenas na Amazônia. O grupo transformou a extração clandestina de ouro em uma poderosa moeda de troca para financiar suas operações ilícitas, movimentando milhões de reais sem depender exclusivamente do dinheiro em espécie. A organização criminosa estabeleceu um sistema logístico sofisticado que controla desde a extração do minério até sua comercialização em mercados clandestinos e internacionais.
O esquema permitiu que a facção blindasse suas finanças contra oscilações do mercado de drogas, utilizando o ouro como ativo de alta liquidez para adquirir armas e pagar fornecedores. A exploração predatória do metal precioso devastou vastas áreas de floresta e contaminou rios com mercúrio, afetando diretamente comunidades indígenas isoladas. O garimpo ilegal opera com máquinas pesadas e segurança armada, desafiando a fiscalização dos órgãos ambientais. A lavagem do ouro ocorre através de DTVMs e joalherias que falsificam a origem do minério, dificultando o rastreamento pelas autoridades federais.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
