Sistema brasileiro já funciona em países como Argentina, EUA e França através de parcerias com fintechs e conversão instantânea de moedas
O Pix, sistema de pagamento instantâneo brasileiro, está ganhando espaço internacional e facilitando viagens de turistas do país pelo mundo. Durante férias no Paraguai e Argentina, a dentista Tuanny Noronha usou o Pix em 90% das lojas em Ciudad del Este e na maioria dos restaurantes em Buenos Aires. A expansão é viabilizada por parcerias entre fintechs brasileiras e adquirentes estrangeiras, que convertem valores locais para reais na hora do pagamento via QR Code. “É mais prático que cartão, porque o câmbio é fixo no momento da compra”, explica Alex Hoffmann, CEO da PagBrasil, empresa que opera o serviço em 12 países, incluindo EUA, Portugal e França.
Apesar de o Banco Central não planejar um Pix internacional no curto prazo, soluções privadas já permitem transações em estabelecimentos no exterior. Em Paris, a jornalista Verônica Soares usou o Pix para carregar um cartão multimoeda e evitar casas de câmbio. Nos EUA, a parceria com a Verifone (maior adquirente do país) deve levar o Pix a parques temáticos e lojas frequentados por brasileiros, que gastaram US$ 4,9 bilhões no país em 2024. Mesmo sob investigação do governo Trump por suposto protecionismo, especialistas acreditam que a expansão é “imparável”, graças à agilidade e versatilidade do sistema, que já é usado por 75% dos brasileiros. “Não tem nada no mundo tão abrangente quanto o Pix”, afirma Hoffmann.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

