Perícias audiovisuais da Polícia Científica do Pará se tornam essenciais para identificar crimes digitais e deepfakes

O Núcleo de Perícia Audiovisual da Polícia Científica do Pará (PCIPA) tem ganhado protagonismo no combate a crimes digitais ao analisar imagens, vídeos e áudios em busca de manipulações muitas vezes imperceptíveis ao olhar comum, especialmente diante do avanço da inteligência artificial generativa. Segundo o perito Jânio Arnaud, as solicitações para verificar autenticidade de materiais audiovisuais aumentaram significativamente nos últimos anos, incluindo casos recentes envolvendo figuras públicas com constatação de deepfake e vídeo sintético gerado por IA. O trabalho técnico, que utiliza ferramentas avançadas, vai além da simples observação: “a verdade não está apenas no que se vê ou ouve, mas no que pode ser comprovado tecnicamente”, destacou o coordenador. A perícia atua como ferramenta estratégica contra a desinformação e para a garantia de provas digitais confiáveis à Justiça.

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