Opositora venezuelana María Corina foge por mar em operação sigilosa enquanto caças dos EUA sobrevoam o Golfo

A líder oposicionista venezuelana María Corina Machado deixou o país de forma clandestina por via marítima em 9 de dezembro, com destino a Curaçao, em uma operação mantida em sigilo por agências de segurança dos EUA para protegê-la da perseguição do regime de Nicolás Maduro. No mesmo dia e região, dois caças americanos F/A-18F Super Hornet decolaram do porta-aviões nuclear USS Gerald R. Ford e sobrevoaram o Golfo da Venezuela, levantando suspeitas de uma possível cobertura aérea para a fuga, embora sem confirmação oficial.

De Curaçao, Machado seguiu para a Noruega, mas não chegou a tempo de receber pessoalmente o Prêmio Nobel da Paz, que foi aceito por sua filha. Dados de rastreamento mostram que os jatos americanos voaram a aproximadamente 25 milhas náuticas da costa venezuelana, em águas internacionais, em uma rota que analistas descrevem como sensível. A coincidência entre a fuga e a presença militar reacende o debate sobre intervenção estrangeira e operações clandestinas para proteger dissidentes do governo venezuelano.

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