Uma nova espécie de cogumelo psicodélico descoberta em fezes de gado na África do Sul e no Zimbábue pode solucionar o debate sobre a origem do Psilocybe cubensis, o “cogumelo mágico” mais cultivado globalmente. Batizada de Psilocybe ochraceocentrata, a espécie foi identificada por pesquisadores sul-africanos e norte-americanos em estudo publicado na revista científica Proceedings B of the Royal Society, e análises genéticas indicam que ela compartilhou um ancestral comum com o P. cubensis há cerca de 1,5 milhão de anos.
A descoberta contraria a teoria anterior de que o P. cubensis teria chegado às Américas apenas no século XVI com o gado europeu. Os cientistas sugerem que mudanças ecológicas e migrações de herbívoros podem ter levado à separação das espécies muito antes da domesticação animal. No Brasil, embora os cogumelos em si não constem da lista de organismos proibidos pela Anvisa, as substâncias psilocibina e psilocina presentes neles são classificadas como psicotrópicas proibidas, fazendo com que a venda e o cultivo sejam frequentemente tratados pela Justiça como crime de tráfico de drogas.
Foto: Talan Moult
