No Pará, indígenas da etnia Parakanã relatam que a comunidade tem sido vítima de pistoleiros, equipados com metralhadoras. O último ataque ocorreu na madrugada de quarta-feira (19), aproximadamente às 2h. Um julgamento sobre o tema está agendado para a próxima segunda-feira (24).
A Polícia Federal está a investigar o caso, sob solicitação do Ministério Público Federal (MPF), que recebeu a denúncia na quinta-feira (20), contendo detalhes da situação. Trata-se do segundo incidente de violência armada na comunidade indígena desde 2024.
De acordo com o MPF, na sexta-feira (21) foi enviado um ofício à Polícia Federal solicitando que as informações sobre os ataques fossem incorporadas ao inquérito policial já em andamento na PF sobre os ataques aos Parakanã.
As informações indicam que os ataques acontecem na região onde existia uma ponte, utilizada pelos invasores do território dos Parakanã. De acordo com os nativos, os pistoleiros operam sob a direção de fazendeiros, o que gera preocupação com a segurança, visto que na comunidade também residem crianças e idosos.
Em um comunicado, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil declara que “o povo está profundamente perturbado e com grande temor de que os ataques persistam”.
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