Passados dez anos do naufrágio do navio MV Haidar no porto de Vila do Conde, em Barcarena, nordeste do Pará, a embarcação permanece submersa no mesmo local onde afundou em 2015 com cinco mil bois vivos e 700 toneladas de óleo. O acidente, que vitimou os animais e provocou um grande vazamento, transformou uma movimentada área costeira em uma praia fantasma, cujo comércio e turismo nunca se recuperaram.
A embarcação de origem libanesa, que tinha como destino a Venezuela, naufragou em um dos principais portos do país. Os impactos ambientais e econômicos foram imediatos e duradouros: os animais mortos apareceram a 4 quilômetros de distância, na praia, e o medo de contaminação afastou turistas e ribeirinhos. Antes do desastre, o local recebia de 600 a 800 visitantes por fim de semana e era um ponto de comércio de peixe, camarão e açaí, atividade que entrou em colapso após a tragédia.
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