Um levantamento divulgado por pesquisadores aponta que o Brasil contabilizou cerca de 120 mil óbitos relacionados a ondas de calor extremo nas últimas duas décadas. O estudo analisou dados de mortalidade e temperatura em diferentes regiões do país, revelando o impacto silencioso dos períodos prolongados de calor intenso sobre a saúde da população. As mortes foram associadas a complicações cardiovasculares, respiratórias e outras condições agravadas pela exposição a temperaturas atípicas. O número acende um alerta para a emergência climática e seus efeitos diretos na vida humana.
As ondas de calor têm se tornado mais frequentes e severas, afetando principalmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas preexistentes. As regiões metropolitanas, com maior densidade populacional e ilhas de calor urbanas, concentram parte expressiva dos casos fatais. O estudo cobra políticas públicas de adaptação, como sistemas de alerta precoce e ampliação de áreas verdes nas cidades. Diante do cenário de aquecimento global, os cientistas projetam que eventos extremos de calor devem se intensificar nas próximas décadas, ampliando o risco sanitário.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
