O Ministério Público Federal (MPF) requereu à Justiça Federal do Distrito Federal a suspensão imediata do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) 2025, alegando que o edital mantém falhas estruturais na aplicação das cotas raciais. Apesar do aumento no percentual de vagas conforme a nova legislação, o órgão critica a manutenção de problemas da edição anterior, especialmente a previsão de sorteio de vagas sem critérios transparentes quando o número de oportunidades for inferior ao exigido por lei.
O MPF destaca que a falta de mecanismos eficazes para garantir as cotas compromete a efetividade das políticas afirmativas e pode prejudicar candidatos cotistas. A ação civil pública, protocolada antes da publicação do edital em 30 de junho, aponta ainda a ausência de controle externo no processo, o que, segundo o órgão, enfraquece a segurança jurídica do certame. O concurso, que unifica seleções para diversos órgãos federais, agora aguarda decisão judicial sobre sua continuidade.
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

