Medicina preventiva transforma envelhecimento em experiência ativa e saudável

Idosos como Ana Célia, 75, redescobrem autonomia através de cuidados diários e acompanhamento especializado

Aos 75 anos, Ana Célia Soares personifica a revolução silenciosa na terceira idade brasileira. Sua rotina no centro de convivência do Jurunas, em Belém, onde pratica fisioterapia após café da manhã reforçado, ilustra como 32 milhões de idosos no país estão reescrevendo o conceito de envelhecimento. “Se eu parar, enferruja”, diverte-se a aposentada que reduziu medicamentos ao adotar prevenção. O fisioterapeuta Cleison Rodrigues, da Hapvida, explica que pequenas mudanças – como hidratação, exercícios e sono regulado – podem evitar 70% das quedas e complicações articulares que levam à perda de autonomia.

Com projeções indicando que idosos superarão crianças no Brasil até 2030, a medicina preventiva surge como aliada estratégica. “Não se trata apenas de viver mais, mas de preservar funcionalidade”, destaca Rodrigues. O método já mostra resultados: além de reduzir hospitalizações por condições crônicas em 40%, according to the Brazilian Society of Geriatrics, está transformando centros urbanos como Belém, onde unidades básicas adaptaram protocolos para atendimento geriátrico preventivo. Para Ana Célia, a fórmula é simples: “Antes esperava a dor chegar. Hoje, minha meta é não deixá-la aparecer”.

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