Lívia Duarte foi ao Marajó apresentar requerimento de CPI e assegurar emendas

Foto: Marcos Barbosa

Na última sexta-feira, 22, a deputada estadual Lívia Duarte (PSOL), foi ao município de Breves, no Marajó, reunir reuniu com o bispo emérito José Azcona, o promotor de justiça Harrison Bezerra, conselheiros tutelares, líderes religiosos e representantes de movimentos sociais, da Defensoria Pública do Pará e da Universidade Federal do Pará (UFPA), entre outros. O objetivo da parlamentar da visita foi ouvir os relatos dos habitantes e informar sobre o requerimento elaborado por ela para instaurar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá apurar as vulnerabilidades a que estão submetidas a população local no contexto do abuso e da exploração infanto-juvenil.

A deputada Lívia Duarte segue colhendo as assinaturas necessárias para protocolar o pedido de CPI. Ela já conta com a adesão dos deputados Paula Titan (MDB) e Carlos Bordalo (PT). Outros deputados já sinalizaram que irão assinar. A coleta de assinaturas deve avançar na próxima semana, com a retomada das sessões ordinárias na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

Os participantes da reunião relataram casos de exploração sexual de crianças e adolescentes e a pouca infraestrutura dos poderes constituídos para a solução e o enfrentamento desses crimes.

“Há muita esperança aqui (no Marajó) de que algo seja feito no sentido de ajudar, de socorrer as crianças e no sentido de mudar uma estrutura porque a gente não acredita que isso vá se acabar de repente. A gente propõe essa CPI, mas acredita que a discussão é um passo”, justificou Lívia.

“A gente vai precisar montar uma estrutura que possa combater a miséria e o desemprego, abrir perspectivas para a juventude, precisa mudar uma cultura”, completou.

Lívia Duarte finalizou anunciando o compromisso de destacar emendas parlamentares de sua autoria para os municípios do Marajó, assim como de articular emendas de bancada com os demais partidos com assento na Alepa, a fim de contribuir com o desenvolvimento local e o enfrentamento das vulnerabilidades sociais que levam as cidades marajoaras a possuírem os mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.