O Itaú Unibanco anunciou nesta quarta-feira (15) que uma de suas subsidiárias firmou compromisso para adquirir ativos do Banco de Brasília (BRB), sem revelar valores ou detalhes da operação. Em comunicado aos investidores, a instituição classificou os montantes envolvidos como “imateriais” segundo seus critérios internos, motivo pelo qual a transação não foi elevada à condição de fato relevante perante a legislação.
A divulgação ocorreu em resposta a um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após reportagem do jornal Correio Braziliense citar declarações do banqueiro André Esteves, do BTG, sobre negociações envolvendo R$ 1 bilhão em carteiras de crédito com aval da União. O BRB atravessa uma crise financeira desde a compra de carteiras do Banco Master, que exigiu provisionamento bilionário – entre R$ 8,8 bilhões (banco) e R$ 13 bilhões (auditoria forense). Na última semana, o governo do Distrito Federal anunciou proposta de R$ 15 bilhões de um fundo para adquirir parte desses ativos, ainda dependente de aval do Banco Central.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
