Instituto Letras que Flutuam abre sede em Belém com coleção de moda e design criada por artistas ribeirinhos

O Instituto Letras que Flutuam, primeiro do país dedicado à cultura gráfica ribeirinha, inaugura sua sede em Belém neste domingo (12), no bairro da Campina (Travessa Rui Barbosa, 257, sala 3, Vila Prana), das 9h às 13h. Na ocasião, será lançada uma coleção de moda e design inspirada nas cores e paisagens da Amazônia, assinada por artesãos ribeirinhos de diversas regiões do Pará. A coleção reúne camisas, agendas, cadernetas, letras e impressos, além de placas pintadas à mão, desenvolvidas em parceria com mestres abridores — artistas responsáveis pelas pinturas multicoloridas que identificam embarcações na Amazônia. Toda a renda das obras é destinada integralmente aos próprios artistas.

Durante a programação, os abridores Donielson da Silva Leal (Kekel), de Muaná, e Antônio Marcos Ribeiro Barata, de Vigia, farão demonstrações ao vivo de pintura de letras e atenderão encomendas. A iniciativa, que integra o Circular Campina Cidade Velha (com cerca de 40 espaços culturais), visa aproximar o público urbano dos saberes tradicionais e fortalecer a economia criativa baseada em práticas culturais da região. Segundo a autora e pesquisadora Fernanda Martins, “cada peça traz traços, ornamentos e tipografias tradicionais pintadas há gerações nos cascos de embarcações amazônicas, transformando esse patrimônio ribeirinho em produtos contemporâneos”. O instituto foi criado em 2024 e atua no mapeamento, formação e geração de renda para esses artistas.

Foto: Divulgação