IPCA acumula 5,32% em 12 meses; energia elétrica pressiona custos, enquanto passagens aéreas e alimentos como tomate apresentam quedas expressivas
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, registrou inflação de 0,26% em maio, abaixo dos 0,43% de abril e dos 0,46% do mesmo mês em 2024. Com esse resultado, o indicador acumula alta de 2,75% no ano e 5,32% nos últimos 12 meses. O principal impacto veio do grupo habitação (1,19%), puxado pelo reajuste da energia elétrica residencial (3,62%), que sofreu com a bandeira tarifária amarela e ajustes tributários. Gás encanado e água também tiveram aumentos, mas o cenário foi atenuado pela deflação em transportes (-0,37%) e pela desaceleração nos preços dos alimentos (0,17% ante 0,82% em abril).
Destaques do mês incluem a queda expressiva nas passagens aéreas (-11,31%) e nos combustíveis, como gasolina (-0,66%) e etanol (-0,91%). Na alimentação, itens como tomate (-13,52%), arroz (-4%) e ovos (-3,98%) contribuíram para o alívio no orçamento das famílias. Outros grupos, como vestuário e saúde, também apresentaram redução nas taxas mensais. O resultado consolida uma trajetória de moderada desaceleração inflacionária, embora serviços essenciais continuem pressionando o custo de vida. Os dados reforçam o desafio das autoridades econômicas em equilibrar políticas de controle de preços com os reajustes tarifários setoriais.
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
