Indígenas protestam na rodovia Transamazônica devido à falta de proteção a aldeias na região da usina de Belo Monte

Foto: PRF/Divulgação

Indígenas interditam a rodovia Transamazônica entre Uruará e Medicilância, no sudoeste do Pará, nesta terça-feira (15).

O protesto iniciou na madrugada e se estendeu ao longo da tarde, com algumas liberações do trânsito. Às 18h30, a pista havia sido liberada temporariamente apenas para passagem de veículos que já estavam no local. Depois, fechada novamente.

A manifestação cobra cumprimento de condicionantes do plano Básico Ambiental, estabelecidas na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que não estariam sendo cumpridas, entre elas a implantação de uma unidade de proteção de aldeias na região da usina.

O grupo não detalhou quais seriam os prazos estipulados quando a usina foi construída. Procurada pelo g1, a Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, diz que não recebeu a pauta de reivindicações dos indígenas – veja mais abaixo.

A manifestação pacífica reúne cerca de 170 indígenas de seis diferentes etnias, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que está no local, no km 786 em frente à uma Base de Segurança Territorial da Etnia Arara.

Em nota, a Norte Energia informou que não recebeu até o início da tarde desta terça-feira as reivindicações por parte dos indígenas, mas não deu detalhes em relação aos prazos e andamento das condições estabelecidas no plano ambiental da Usina e se as condicionantes estão ou não sendo cumpridas.

“A empresa mantém diálogo permanente, aberto e transparente com os Povos Indígenas do Médio Xingu, que se dá de forma estruturada, respeitosa, inclusiva e participativa por meio de interações diárias mantidas pelo Programa de Comunicação e também de reuniões tripartites, que envolvem a participação de representantes indígenas e do órgão indigenista para discussão e análises das ações em execução”, disse a empresa em nota.

O g1 procurou a Fundação Nacional do Índio (Funai) para saber se acompanha a situação e aguarda retorno.

Por G1 Pará