Em relato para a revista Harpers’ Bazaar Interiors, o fotógrafo Luiz Braga revela como a Ilha do Marajó moldou profundamente seu olhar e sua carreira ao longo de mais de uma década. A relação com o arquipélago, que começou ainda em sua infância, durante uma viagem acompanhando o pai, redirecionou sua perspectiva artística e o levou a encontrar na Comunidade Quilombola de Pau Furado, em Salvaterra, um território de exílio e inspiração.
Braga descreve que, desde aquela primeira travessia pela Baía do Marajós, percebeu a singular cadência do tempo no Marajó, que “não corre, mas pulsa com as águas”. Passados mais de dez anos de convivência com a região, o fotógrafo reconhece ter sido “absorvido por esse universo encantado”, que influenciou de forma decisiva sua obra, ensinando-lhe sobre força, criatividade e uma nova maneira de fotografar.




Fotos: luizbraga
