Governo amplia lista de doenças que dispensam carência para benefício do INSS

O governo federal ampliou a lista de condições que podem garantir o acesso a benefícios por incapacidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem a exigência do período mínimo de contribuições. A atualização contempla situações específicas previstas na legislação previdenciária e está relacionada ao auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, e à aposentadoria por incapacidade permanente. Entre as novidades está a inclusão da gestação de alto risco no rol de situações que podem dispensar a carência. Em regra, o segurado precisa ter pelo menos 12 contribuições mensais para solicitar o benefício por incapacidade, mas existem exceções previstas em lei.

A relação também contempla doenças consideradas graves, como câncer, tuberculose ativa, hanseníase, cegueira, cardiopatia grave, doença de Parkinson, esclerose múltipla e hepatopatia grave. Acidente vascular cerebral agudo e abdome agudo cirúrgico também estão entre as condições previstas para a dispensa da carência. Mesmo nesses casos, o segurado precisa atender aos demais requisitos previdenciários e comprovar a incapacidade para o trabalho. A análise é feita conforme os procedimentos do INSS, que avalia cada situação de acordo com a documentação apresentada e os critérios estabelecidos pela legislação. Confira a lista completa:

  1. Tuberculose ativa;
  2. Hanseníase;
  3. Transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental;
  4. Neoplasia maligna;
  5. Cegueira;
  6. Paralisia irreversível e incapacitante;
  7. Cardiopatia grave;
  8. Doença de Parkinson;
  9. Espondilite anquilosante;
  10. Nefropatia grave;
  11. Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
  12. Síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids);
  13. Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada;
  14. Hepatopatia grave;
  15. Esclerose múltipla;
  16. Acidente vascular encefálico (agudo);
  17. Abdome agudo cirúrgico; e
  18. Gestação de alto risco.

Foto: INSS