Gigantes da Amazônia emergem como aliados cruciais contra mudanças climáticas

Árvores centenárias da Amazônia, com destaque para o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), possuem capacidade extraordinária de capturar CO₂, influenciar o regime de chuvas e armazenar a história do bioma, conforme apontam especialistas no Dia da Amazônia. Estas gigantes – algumas ultrapassando 80 metros de altura, como o espécime de 88,5m identificado como a maior árvore do Brasil – concentram-se na região do Rio Jari, entre Pará e Amapá, e representam um potencial científico ainda em descoberta.

Estudos iniciais indicam que uma única árvore dessas dimensões pode conter até 80% da biomassa de um hectare, absorvendo proporção equivalente de gás carbônico. Pesquisadores, no entanto, alertam que são necessárias mais investigações para compreender plenamente seu ciclo de carbono, papel hidrológico e idade real. A conservação desses gigantes é urgente, já que estão distribuídos em áreas com diferentes níveis de proteção, ameaçados pela expansão de atividades humanas mesmo em regiões de fronteira interestadual.

Foto: Agência Pará