O mês de fevereiro é marcado pela campanha Fevereiro Roxo, uma iniciativa nacional voltada à conscientização sobre doenças crônicas que não têm cura, mas que podem ter sua evolução controlada quando diagnosticadas precocemente. Entre elas estão o lúpus, a fibromialgia e o Alzheimer, condições distintas, mas que enfrentam desafios semelhantes, como a dificuldade no diagnóstico, a necessidade de tratamento contínuo e os impactos físicos, emocionais e sociais a longo prazo. De acordo com a reumatologista e docente do IDOMED, Marina Andrade, a campanha desempenha um papel fundamental ao ampliar o conhecimento da sociedade sobre essas enfermidades. “O Fevereiro Roxo é uma campanha de conscientização para que doenças como lúpus, fibromialgia e Alzheimer sejam identificadas de forma precoce, visando melhor controle dos sintomas e mais qualidade de vida para o paciente”, afirma.
Além dos desafios clínicos, a fibromialgia passou a contar com um avanço no campo jurídico. A Lei nº 15.176 (2025) reconhece a condição como deficiência para efeitos legais a partir de 2026, desde que haja avaliação biopsicossocial que comprove limitações funcionais. O enquadramento permite acesso a direitos já previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, como prioridade de atendimento, vagas reservadas em concursos públicos e adaptações no ambiente de trabalho. Segundo Fábio Gomes, coordenador do curso de direito da Estácio Goiás, o reconhecimento representa uma mudança na forma de proteção social desses pacientes. “O paciente pode requerer adaptações no trabalho, atendimento prioritário e participação em políticas de inclusão. Também ganha mais base legal para contestar negativas administrativas. É um avanço em termos de segurança jurídica e de reconhecimento de direitos”, explica. A campanha reforça a importância do acesso a tratamento, apoio psicológico e políticas públicas para garantir dignidade e qualidade de vida às pessoas que convivem com essas condições crônicas.
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