Federação dos Petroleiros pressiona por decisão sobre exploração na nova fronteira do pré-sal
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) criticou a postergação do Ibama na decisão sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, região considerada a nova fronteira energética do Brasil. Segundo a entidade, a espera pela Avaliação Pré-Operacional (APO) – etapa final do licenciamento ambiental – custa R$ 4 milhões por dia em equipamentos parados, incluindo uma sonda de perfuração alugada pela Petrobras há mais de 20 dias no litoral do Pará. O Ibama manteve para 12 de agosto uma reunião crucial com a estatal, mesmo após pedido de antecipação.
A Petrobras defende a exploração na área – que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá – como estratégica para evitar futura dependência de importação de petróleo. Ambientalistas, porém, alertam para riscos à Bacia da Foz do Amazonas e contradições com a transição energética. Em 2023, o Ibama já negou licenças para blocos na região, mas a Petrobras recorreu. Enquanto isso, a ANP até leiloou novas áreas em junho, mas a estatal ainda aguarda o aval ambiental para avançar. A FUP reconhece a importância do rigor técnico, mas cobra celeridade: “O Ibama tem um corpo técnico sério, mas não há justificativa para tanta demora”, disse Deyvid Bacelar, coordenador da entidade.
Foto: CEZAR FERNANDES
