Foto: Presidência da Coreia do Sul/Yonhap via AP
A Corte Constitucional da Coreia do Sul decidiu, por unanimidade, destituir o presidente Yoon Suk Yeol após ele decretar lei marcial, restringindo direitos civis e fechando o Parlamento. A medida, considerada um abuso de poder, levou ao caos político e social, segundo o tribunal.
O ex-presidente foi acusado de violar a Constituição e trair a confiança pública. “Yoon cometeu uma grave traição ao povo soberano”, afirmou Moon Hyung-bae, presidente interino da Corte. A decisão foi celebrada por milhares de manifestantes que pediam sua saída.
Com a impeachment, novas eleições devem ocorrer em 60 dias. Enquanto isso, o primeiro-ministro Han Duck-soo assume interinamente. O governo interino emitiu ordens para conter distúrbios, após um manifestante quebrar um ônibus policial.
Yoon já enfrentava acusações criminais, incluindo insurreição – crime que pode levar à prisão perpétua. Ele alegou que a lei marcial era apenas um “aviso” para resolver o impasse político, mas o tribunal rejeitou o argumento.
O que foi decretado na lei marcial:
- Fechamento do Parlamento e banimento de protestos;
- Controle militar sobre a mídia;
- Proibição de greves, com mandato para médicos retornarem ao trabalho em 48 horas;
- Restrições a atividades políticas e discursos “anti-Estado”.
A medida, prevista para crises extremas, foi considerada um ataque à democracia. A Coreia do Sul agora aguarda eleições para definir seu novo líder.

